Jogos Paralímpicos Rio 2016 - Rockfeller Brasil Franchising

Jogos Paralímpicos Rio 2016

16 de setembro de 2016

Os Jogos Paralímpicos são o maior evento esportivo mundial que envolve pessoas com deficiências físicas (de mobilidade, amputações, cegueira ou paralisia cerebral) e mentais. Há pelo menos 100 anos, o esporte tem disputas entre atletas com algum tipo de deficiência física. Os Jogos Paralímpicos estão acontecendo no Rio de Janeiro desde 7 de Setembro e se encerrarão no domingo, dia 18 de Setembro. 

Conheça um pouco da história desses jogos, que é pura superação ao longo da história:

Em 1888, Berlim, na Alemanha, já contava com clubes que promoviam a participação de surdos nos esportes. Mas foi somente depois da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) que as competições entre aqueles que depois seriam chamados de atletas Paralímpicos ganharam força mundialmente. E, com propósito justamente de acolher o grande número de soldados feridos nos combates.

Em 1944, a pedido do governo britânico, o médico Ludwig Guttmann abriu um centro especializado em lesões na coluna, no Stoke Mandebille Hospital, onde a reabilitação por meio do esporte evoluiu de recreacional para competitiva. Em 29 de julho de 1948, na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Londres, Guttmann organizou a primeira competição em cadeiras de rodas, à qual chamou de Jogos de Stoke Mandeville. Dezesseis militares inscritos, entre homens e mulheres com algum tipo de lesão, participaram do torneio de tiro com arco.

Em 1952, militares holandeses aderiram ao movimento e os Jogos de Stoke Mandeville se tornaram internacionais. Os primeiros Jogos Paralímpicos, sob esse nome, foram realizados em Roma, na Itália, em 1960, com 400 inscritos, de 23 países. Desde então, são promovidos a cada quatro anos, assim como os Jogos Paralímpicos de Inverno, que tiveram sua primeira edição em 1976, com sede em Örnsköldsvik, na Suécia.

O sucesso das primeiras competições proporcionou um rápido crescimento ao movimento paralímpico, que em 1976 já contava com quarenta países. Desde a Olimíada de Seul, em 1988, na Coreia do Sul, e da Olimpíada de Inverno em Albertville em 1992, na França, os Jogos Paralímpicos são disputados nas mesmas cidades e locais de competição dos jogos Olímpicos.

Os Jogos de Barcelona, em 1992, representam um marco para o evento, já que pela primeira vez os comitês organizadores dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos trabalharam juntos. O apoio do Comitê Olímpico Internacional após os Jogos de Seul, em 1988 proporcionou a fundação, em 1989, do Comitê Paralímpico Internacional. Desde então os dois órgãos desenvolvem ações conjuntas visando ao desenvolvimento do esporte para deficientes.

Vinte e sete modalidades compõem o programa dos jogos Paralímpicos, sendo que vinte e cinco já foram disputadas e duas irão estrear na edição de 2016 dos jogos. Além de modalidades adaptadas, como atletismo, natação, basquetebol, tênis de mesa, esqui, alpino e curling, há esportes disputados exclusivamente por deficientes, como bocha, goalball e futebol de cinco.

Ao longo da história, diversos atletas com deficiência física participaram de edições dos Jogos Olímpicos que conseguiram resultados expressivos. O único caso registrado de atleta profissional que fez o caminho inverso, ou seja, competiu primeiro em Jogos Olímpicos e depois em Jogos Paralímpicos, é do esgrimista húngaro Pál Azekeres, que conquistou uma medalha de bronze em 1988 e, após os jogos, sofreu um acidente de carro que o deixou paraplégico. Szekeres já participou de cinco Jogos Paralímpicos.

O Brasil tem conseguido destaque nas últimas edições dos Jogos Paralímpicos. O país estreou em 1976 e conquistou sua primeira medalha na edição seguinte. Em 2008, pela primeira vez encerrou uma edição entre os dez primeiros no quadro de medalhas, ficando em nono lugar com 47 medalhas. Os nadadores Clodoaldo Silva e Daniel Dias e os corredores Lucas Prado, Ádria Santos e Terezinha Guilhermina são alguns dos destaques paraesportivos do país. Portugal também tem obtido bons resultados, com destaque para a natação e a bocha, que ganharam seis das sete medalhas do país em 2008. Angola compete apenas desde 1996, mas já conquistou seis medalhas, todas no atletismo. Cabo Verde, Timor-Leste e Macau também já participaram de Jogos Paralímpicos, mas nunca ganharam medalhas. 

 

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